Os expoentes do modernismo austríaco

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Boudoir d’une grande vedette (Boudoir de uma grande estrela), para a Exposição Mundial de Paris, em 1937, reconstituição, de Josef Hoffman

Como parte final das comemorações pelos 150 anos do museu vienense MAK, as salas do local recebem uma invasão modernista. Trata-se da exposição Ways to Modernism: Josef Hoffmann, Adolf Loos, and Their Impact, que reúne as obras de dois dos criativos mais icônicos da transição entre o século 19 e o 20 na capital austríaca.

A mostra retrata como o modernismo vienense se tornou global. Com força e inovação equivalentes, Hoffmann e Loos criaram trabalhos que sugeriam caminhos diferentes a serem tomados pela arte, arquitetura e design da época. Além dos pensamentos chave dos dois visionários, a exposição resgata o contexto histórico de suas áreas – o processo de industrialização era um deles, por exemplo – e a ressonância das obras nos trabalhos de  arquitetos internacionalmente reconhecidos até os dias de hoje.

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Abajur da residência dos Turnowsky, anos 1900, coleção Hummel, de Adolf Loos

Enquanto Hoffmann interpretava a arquitetura e o design como projetos artísticos, Loos via a arte como uma área autônoma e muito distante da produção de objetos e construções do dia a dia. O primeiro focou na arte moderna o segundo se dedicou à cultura moderna. Tal debate ideológico acabou se tornando uma contribuição influente na discussão internacional quanto às direções a serem tomadas pelo movimento modernista.

Dividida em cinco capítulos, Ways to Modernism mostra o quão bem sucedidas foram ambas as teorias até os dias de hoje. Com uma seleção de construções chave e uma coleção de mobiliário, itens domésticos e documentos, a primeira parte ressalta as conquistas dos precursores da Secessão de Viena – incluindo também nomes como Theophil von Hansen e Otto Wagner.

O segundo capítulo é inteiramente dedicado a uma seleção dos mais importantes trabalhos do pai do modernismo de Viena: Otto Wagner. Já o terceiro, Modern Lifestyles, cobre o ponto alto do movimento entre a fundação da Secessão, em 1897, e a realização dos trabalhos mais importantes, em 1910. Como exemplo máximo, dois interiores de época foram reconstruídos para fins de comparação: o quarto dos Salzer, feito por Hoffman, e o próprio dormitório de Loos.

No quarto capítulo, New Viennese Way, são ilustradas as características mais marcantes dos dois homenageados e suas influências nos arquitetos e designers da época, enquanto o último, Resources, explora a importância  do movimento para as criações após os anos 1940.

Ways to Modernism: Josef Hoffmann, Adolf Loos, and Their Impact
Data: até 19 de abril
Local: MAK Exhibition Hall
Endereço: Stubenring 5, 1010 Vienna
Horário: terças, das 10h às 22h; de quarta a domingo, das 10h às 18h

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Quarto de Lina e Adolf Loss, 1903, em Viena; reconstituição de Hubmann – Vass, Architekten ZT

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Quarto de Johanna e Dr. Johannes Salves, 1902, reconstituição

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Em primeiro plano, aparador do salão de jantar da Schloss Hernstein, Vienna, dos anos 1870, execução Heinrich Dübell

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)À esquerda, modelo do prédio Corpus e fachada, escala de 1:50, reconstruído por de Hans Hollein, Gerhard Jäger, Günther Ströjnik, Liedl e Schindler

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Apartamento de uma solteira trabalhadora, 1927-1928, reconstituição, de Margarete Schütte-Lihotzky

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Capa de travesseiro, 1909, de Josef Hoffmann

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Vista da exposição Ways to Modernism – Josef Hoffmann, Adolf Loos, and Their Impact

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Mesa dobrável, 1930, de Ernst A. Plischke

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Cadeira da exposição Das befreite Handwerk, no Museu Austríaco da Arte e da Indústria, 1934

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Cadeira do Café Museu, Viena, 1899, de Adolf Loos

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Vista da exposição Ways to Modernism – Josef Hoffmann, Adolf Loos, and Their Impact

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Mesa do apartamento Turniesky, decorado por Adolf Loss, 1900

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Reconstrução da fachada do escritório Die Zeit, 1902, de Alfred Krischanitz e Otto Kapfinger

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Modelo de cadeira usado por Adolf Loss nas residências de Otto e Olga Beck

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Peças de uma cama do estúdio de Ernst Stohr, 1899

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Centro de mesa, 1905

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Mesa de chá, cerca de 1815

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Retrato de Adolf Loos

 

Modernismo austríaco (Foto: Divulgação)Retrato de Josef Hoffmann

 

 

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Décor do dia: se os anos 1950 fossem agora

Décor do dia (Foto: reprodução)

Quando se fala de vintage no Brasil, nenhuma época foi tão bem sucedida em conquistar o gosto geral quanto os anos 1950. Tanto que, ao tocar no assunto, os móveis de pés palito e de formas minimalistas logo surgem na mente da maioria. Para resgatar com contemporaneidade a estética desse tempo, o arquiteto André Piva construiu a sala de estar acima temperando nela elementos superatuais. Para rejuvenescer o sofá curvo de couro ecológico, a parede e o piso ganham acabamento cimentício, um hit da decoração em 2014/2015. Sob o móvel, estende-se um clássico tapete persa enquanto, ao lado, uma pilha de livros antigos faz as vezes de mesa lateral. Para completar a brincadeira de temporalidades, uma coleção de fotos na parede traz elementos da cultura e da arte das últimas décadas enquanto uma estante geométrica de linhas retas cria espaço para armazenar mais livros e objetos decorativos.

Quer ver mais ambientes inspiradores como este? Acesse o board de decoração no Pinterest da Casa Vogue e faça uma coleção dos seus espaços favoritos!

Décor do dia (Foto: Casa Vogue)

 

 

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Elegância recatada marca lar no Leblon

Apartamento com decoração neutra (Foto: Ding Musa/Divulgação)

Após os quatro filhos terem crescido e se mudado, a proprietária dessa morada passou a dividir o tempo entre o apartamento em São Paulo, onde vive com o companheiro, e as casas de praia em Trancoso e Búzios. A vida agitada demandou a compra de uma residência menor para ela e o filho mais novo, no Rio de Janeiro, cidade na qual tem negócios.

Decorar o pied-à-terre de 230 m² foi missão do arquiteto Toninho Noronha, parceiro de outros projetos anteriores. O profissional e sua equipe investiram em tons suaves e bastante integração. Assim, privilegiaram a luz natural e a vista para as praias do Leblon, Ipanema e Arpoador.

As paredes da cozinha foram derrubadas e o cômodo integrou-se à sala. Os quatro quartos com dois banheiros se transformaram em três suítes. Dessa maneira a luz penetra fundo e é rebatida por revestimentos de tons suaves, como o mármore crema marfil do piso – a pedra bege ganhou aparência mais nobre depois de passar por jateamento.

Apartamento com decoração neutra (Foto: Ding Musa/Divulgação)

No living, dois sofás modelo Suite (Dpot) foram revestidos com linho cru da Empório Beraldin e dialogam com o tapete de lã da By Kamy. O arquiteto também usou poltronas e daybed Barcelona, de Mies van der Rohe, herança do antigo apartamento. A cliente desejava se desfazer das peças icônicas justamente por sua popularidade em projetos comerciais. Toninho deu nova vida às peças ao revesti-las com lona de caminhão reciclada da JRJ Tecidos.

A composição neutra valoriza itens pelos quais a moradora tem  apreço: a coleção de fotografias de Pierre Verger, mesas e cômodas antigas em estilo inglês e as almofadas com capa de seda, compradas com o arquiteto durante viagem à Índia. Outro destaque é o aparador de Jacqueline Terpins para a Firma Casa, localizado atrás do sofá.

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Superfícies brilhantes e espelhadas marcam todo o projeto. É o caso das mesas de centro desenhadas pelo arquiteto para a sala, revestidas com películas douradas. Outro exemplo é o painel de espelho que cria uma divisória suave entre jantar e estar. A peça guarda uma televisão – aparente apenas quando ligada – e oculta um pilar estrutural. A sala de jantar recebeu as cadeiras Brno, também de Mies van de Rohe, além de pendente de Tom Dixon e série de fotos de Miguel Rio Branco.

Apartamento com decoração neutra (Foto: Ding Musa/Divulgação)

O living também se abre para a cozinha, onde Noronha continua seu jogo de volumes discretos. A madeira pré-composta na cor ébano cobre armários, fornos e geladeira – estratégia para dar unidade ao cômodo. O material contrasta com as bancadas de mármore e a arrojada porta de correr com acabamento em verniz à base de poliuretano.

Em busca de praticidade, moradora e arquiteto aboliram as paredes que separavam a sala de banho do dormitório na suíte master. Assim a bancada em formato de ilha funciona como penteadeira e pia. A face voltada para o banheiro ganhou mármore; ali os armários para sapatos têm portas de carvalho americano. Os gavetões voltados à cama receberam madeira laqueada. Espelhos fixados ao forro e portas de correr com vidro refletivo trazem ainda mais brilho ao lar.

Apartamento com decoração neutra (Foto: Ding Musa/Divulgação)


 

Apartamento com decoração neutra (Foto: Ding Musa/Divulgação)


 

Apartamento com decoração neutra (Foto: Ding Musa/Divulgação)


 

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Apartamento com decoração neutra (Foto: Ding Musa/Divulgação)


 

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Apartamento com decoração neutra (Foto: Ding Musa/Divulgação)


 

 

Apartamento com decoração neutra (Foto: Ding Musa/Divulgação)


 

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Apartamento com decoração neutra (Foto: Ding Musa/Divulgação)


 

 

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Apartamento com decoração neutra (Foto: Ding Musa/Divulgação)


 

 

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Luz e modernidade nos lofts centenários

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


Gamla Stan, a cidade velha de Estocolmo, na Suécia, tem o charme dos ajuntamentos medievais: ruas estreitas calçadas com pedras, casas de fachadas contínuas e construções públicas pitorescas. Nesse cenário improvável, os arquitetos do escritório dinamarquês Studiomama criaram dois lofts com decoração contemporânea.

Os apartamentos de 200 m² eram espaços comerciais degradados em um edifício de 1720. A missão dos arquitetos foi transformá-los em moradas repletas de luz e marcadas por design minimalista. "Era importante manter a atmosfera especial que essa casa antiga possui, mas também criar dois apartamentos que seriam atraentes para uma vida moderna", conta.

O primeiro passo foi remover as camadas de decoração que ocultavam as paredes e vigas de madeira. As estruturas foram restauradas e expostas para ressaltar os espaços abertos.

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)

Em ambos os apartamentos, as paredes claras foram combinadas a tábuas de abeto tratadas com água sanitária, uma tradição escandinava. Os tetos receberam tinta branca, o que faz o pé-direito parecer maior e refletir a luz da janela. Cozinhas e banheiros aparecem com bancadas e prateleiras de mármore. Metais sanitários e luminárias, feitos com metal dourado, trazem toques de calor à combinação.

O segundo apartamento, com dois andares, tem um conceito de design mais inovador. O principal destaque é uma estante de livros, que cobre uma das paredes da sala de estar com pé-direito duplo. Uma porta deslizante no centro do móvel leva ao primeiro dos dois quartos. Já uma escada com ripas de madeira leva a uma passarela que corta as prateleiras em direção à cozinha.

Placas de abeto de 11 m revestem o piso do cômodo sem interrupção. Elas também cobrem a ilha de preparação de alimentos e, na parede dos fundos, o armário embutido e duas portas, que levam ao banheiro e dormitório.

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulga)

O apartamento 1 tem interiores mais tradicionais, devido à dificuldade de mover paredes. Salas de jantar e estar foram integradas ao redor de uma lareira de tijolos. Portas duplas conectam o cômodo ao primeiro dos três dormitórios. Dois outros quartos adjacentes são acessados por um corredor. No final dele, fica o banheiro.

O apartamento ganhou toques de alegria com móveis em cores vibrantes, espalhados pelos interiores. Entre os exemplos estão os utensílios de cozinha em tons cítricos, a escrivaninha com cadeira laranja e quadro abstrato e a divertida cadeira Eames LCW ao fim do corredor.

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

Apartamentos em Estocolmo (Foto: Divulgação)


 

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Um lar branco com mobília estrelada

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Ao redor da mesa de centro Acqua, design de Zaha Hadid, na galeria David Gill, distribuem-se as poltronas Ball Armchair, design Mattia Bonetti, também na galeria David Gill, e sofá da Minotti

Quando um jovem casal de Londres decidiu reformar sua penthouse no descolado bairro de Belgravia, o projeto haveria de se adequar à coleção estrelada de peças de arte e de mobiliário. Os itens assinados por Zaha Hadid, Mattia Bonetti, Fabio Novembre, irmãos Campana, Andy Warhol e Keith Haring, dentre muitos outros, deveriam ganhar condições de habitação tão favoráveis quanto seus donos. A responsável por conciliar tais exigências em uma imensidão clean foi a arquiteta brasileira Fernanda Marques.

"Meus clientes faziam questão que os três andares da morada tivessem condições ideais para a exposição de sua consistente coleção", conta ela. "O maior desafio foi encontrar o ponto de equilíbrio entre móveis de design de perfil escultórico e o cotidiano de uma casa."

E MAIS: A casa de Fernanda Marques em Paraty

O primeiro passo foi uma enorme mudança estrutural. O projeto original possuía infinitas divisões entre os cômodos, sejam eles privados e comuns. Depois que muitas paredes foram abaixo, os interiores surgiram redesenhados como grandes espaços conectados, restringindo o uso das portas apenas ao indispensável.

Duas suítes – incluindo a do casal – foram parar no primeiro piso. Por lá, o isolamento acústico foi aprimorado. Subindo por uma escada esculturalmente espirada, o home theater, a suíte dos filhos e a dos hóspedes. Na cobertura ficam a cozinha, a sala de jantar e o living.

Para guiar com propriedade o ousado retrofit, a arquiteta teve que fazer um estudo profundo dos materiais e cores usados nos interiores de forma a garantir paredes livres, espaços amplos e muita iluminação.  As paredes foram cobertas de branco enquanto o piso neutro mostra revestimentos de pedra e de madeira. As obras de artistas como Adriana Varejão e Zhang Huan ganharam um projeto luminotécnico caprichado. Durante a noite, luminárias focais criam cenas que valorizam o acervo artsy do casal, enquanto durante o dia, a claridade natural passa por muitas janelas e algumas claraboias.

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Ao lado da escada fica o espelho de cobre, design Hunting and Narud, na galeria Libby Sellers

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Ao redor da Rain Table, da MintShop (ao fundo), distribuem-se cadeiras de couro da Flexform

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Junto ao sofá da Minotti, mesa lateral Silver Crush, design Fredrikson Stallard; sobre ela, luminária de mesa S.M.O.K.E, design Mathieu Lehanneur, na galeria Carpenters; ao lado, poltronas Ball Armchair, design Mattia Bonetti, na galeria David Gill; e, sobre a bancada, vaso de vidro, cerâmica e madeira de Pia Wüstenberg

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Em primeiro plano, as esculturas de cerâmica de Adrian Sassoon

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Sobre o living abre-se uma enorme claraboia

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Ao lado da Bone Chaise, design Joris Laarman, fica a luminaria de piso Tripartite, design Charles Trevelyan, ambas da galeria Carpenters

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Sobre a mesa lateral Chewing Gum, design Mattia Bonetti, na galeria David Gill, as esculturas Happy Pills, design Fabio Novembre, na galeria Williams and Sons

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)As formas orgânicas de Zaha Hadid, Joris Laarman e Charles Trevelyan se encontram sobre o tapete Ephemera, design Tai Ping

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Ao redor da Mesa Basoli, design irmãos Campana, na galeria David Gill, reúnem-se cadeiras de jantar Achille, da MDF Italia, e duas cadeiras Sushi, também design irmãos Campana

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Da sala de jantar é possível ter acesso a uma simpática varanda

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)No lavabo, o espelho é de Barnaby Barford, na galeria David Gill

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Ao fundo, serigrafia Blue Planet, de Marc Quinn, na galeria Saatchi

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Sobre o sofá de couro da B&B Italia, almofada Skull, design Alexander McQueen, para Edelman Leather; ao fundo, quadro Andy Mouse I, de Andy Warhol e Keith Haring

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Ao lado da escadaria em espiral fica a cadeira Growth Chair, design Mathias Bengtsson, na galeria Marie Wettergren

 

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)O banheiro de uma das suítes é separado apenas por uma parede de vidro semitransparente

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Tons de cinza, madeira e pitadas de brilho metálico compõem a decoração da suíte

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Na suíte máster, atrás da cama da Sofa and Chair, poltrona Febo, da B&B Italia; no piso, tapete Poeme, design Tai Ping

 

Casa Londres Fernanda Marques (Foto: Fernando Guerra / divulgação)Na suíte dos garotos, tapete Methamorphis Rug, design Christian Fischbacher

 

 

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Forma singular para a casa de praia

Lar na Califórnia (Foto: Eric Staudenmaier/Divulgação)

Os moradores dessa casa em Oxnard, sul da Califórnia, não enxergam o mar a partir de apenas um espaço. O azul do oceano atravessa a morada em múltiplos ângulos. O segredo está na orientação apropriada dos cômodos e uso sábio de abóbadas e esquadrias, méritos do escritório de arquitetura Johnston Marklee.

A casa é formada por um volume retangular no qual foram recortadas abóbadas, portas e janelas arqueadas. Todos os cômodos estão orientados na direção do oceano. A variação entre os pés-direitos e os tamanhos das portas permite diferentes visões do mar ao longo da planta. Também cria movimento sem perda da unidade no interior.

No centro da casa, um pátio cria a transição entre as áreas sociais, próximas ao mar, e as íntimas, voltadas para a rua. Cercado por janelas de vidro, o espaço faz a luz natural irrigar o lar durante o dia. Também permite aos familiares verem uns aos outros em suas diferentes atividades. Uma única escada conecta todos os três níveis e leva a um deque na cobertura, que oferece vistas panorâmicas para a praia.

Lar na Califórnia (Foto: Eric Staudenmaier/Divulgação)

Os ventos fortes e salgados do litoral exigiram uma paleta de materiais simples e resistente. Os arquitetos usaram pedra calcária nos pisos e lambris do interior e exterior. As fachadas receberam uma membrana elastomérica de cimento, que eliminou a necessidade de impermeabilizante para os metais e juntas de controle. Dessa forma, o volume parece perfeitamente liso, uma espécie de tela onde um jogo de luz e sombra se desenrola junto com o dia.

Lar na Califórnia (Foto: Eric Staudenmaier/Divulgação)


 

Lar na Califórnia (Foto: Eric Staudenmaier/Divulgação)


 

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Lar na Califórnia (Foto: Eric Staudenmaier/Divulgação)


 

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Lar na Califórnia (Foto: Eric Staudenmaier/Divulgação)


 

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Lar na Califórnia (Foto: Eric Staudenmaier/Divulgação)


 

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Lar na Califórnia (Foto: Eric Staudenmaier/Divulgação)


 

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Lar na Califórnia (Foto: Eric Staudenmaier/Divulgação)


 

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Lar na Califórnia (Foto: Eric Staudenmaier/Divulgação)


 

 

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Paulo Alves entre arte e saber popular

Lançamento do livro de Paulo Alves (Foto: Fernanda Petelinkar/Divulgação)Apartamento do cantor Nando Reis, com projeto e marcenaria de Paulo Alves

"Para mim, mais abrangente que o raciocínio construtivo é o desejo de revelar a essência e o potencial da madeira; jogar luz sobre essa riqueza tão grande e mal explorada no Brasil". A frase vem de Paulo Alves, arquiteto íntimo do material e um dos principais nomes da marcenaria no país.

Paulo Alves (Editora Olhares) traz textos que revelam a evolução do trabalho do artista, que atuou no Instituto Bardi, integrando a primeira equipe de pesquisa a inventariar os arquivos de Lina Bo, em 1990. Alves via nas reflexões da arquiteta sobre a cultura e o saber populares um vínculo direto com a infância que teve no interior de São Paulo, e uma possibilidade de resgatá-la.

Alguns anos depois surgiram peças como o buffet Cercadinho, cuja porta traz uma composição feita com restos de madeiras de diferentes cores e texturas, e que seriam descartadas. Mais tarde Alves explorou formas limpas, com um desenho aparente e claro, contrapondo-se ao desejo de envolver o observador, explícito nas estruturas em balanço e nas variações de proporção. É perceptível a influência da Escola Paulista de Arquitetura. 

Lançamento do livro de Paulo Alves (Foto: Divulgação)Nichos abrigam os leitores na biblioteca do Sesc Bom Retiro

Nos móveis Pedra, a madeira é lapidada até assumir a forma de uma rocha, com veios que sugerem curvas de nível. Já a estante Floresta, criada para a sala de imprensa da São Paulo Fashion Week, faz uma releitura das árvores entre as quais Paulo passou a infância em Jardinópolis.

Jornalistas e profissionais que trabalharam com Alves escrevem artigos no livro. Entre eles estão os designers Marcelo Rosenbaum e Zanini de Zanine, além do compositor Nando Reis, para quem o arquiteto projetou toda a casa.

Paulo Alves
Editora Olhares, 164 páginas
Data: 4 de fevereiro
Local: Estúdio Paulo Alves
Endereço: rua Harmonia, 815 – Vila Madalena, São Paulo – SP
Horário: das 19h às 22h

Lançamento do livro de Paulo Alves (Foto: Luis Gomes/Divulgação)A fachada do showroom do arquiteto na Vila Madalena

 

Lançamento do livro de Paulo Alves (Foto: Marcos Freire/Divulgação)Estante Floresta, criada para a sala de imprensa da São Paulo Fashion Week

 

Lançamento do livro de Paulo Alves (Foto: Genevieve Bernardoni/Divulgaçã)Cadeira densmontável Bo, inspirada na arquiteta Lina Bo Bardi

 

Lançamento do livro de Paulo Alves (Foto: Divulgação)Paulo Alves posa em sua oficina, ao lado da estante Iberê, uma série limitada

 

Lançamento do livro de Paulo Alves (Foto: Divulgação)Capa do livro com detalhe da cadeira Atibaia, uma das obras-primas de Alves

 

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Décor do dia: quarto technicolor

Décor do dia (Foto: reprodução)

O quarto acima, criado pela agência sueca Fastighetsbyran, é um ótimo exemplo de como o grafismo chic dos ambientes escandinavos pode incorporar uma paleta vibrante de cores sem perder a sofisticação. Para começar, as formas geométricas presentes nas estampas e no design dos objetos continuam as mesmas. Mas longe de pincelarem preto e cinza sobre base branca, elegem uma paleta de tons boreais que cria um belo degradê composto de rosas, roxos, azuis e off-whites.

Quer ver mais ambientes inspiradores como este? Acesse o board de decoração no Pinterest da Casa Vogue e faça uma coleção dos seus espaços favoritos!

Décor do dia (Foto: Casa Vogue)

 

 

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Paralela Móvel revela tendências para 2015

Paralela Móveis (Foto: Divulgação)Maracatu, banqueta com estrutura de aço e trama de fios de algodão, design Sergio Matos

Fevereiro começa com a efervescência do design brasileiro. O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), em São Paulo, recebe até quinta-feira (5/2) a feira Paralela Móvel. O evento atrai criadores e fabricantes de estados tão distantes entre si quanto Paraíba e Rio Grande do Sul, além de marcas internacionais.

Os organizadores prometem as principais tendências e inovações do mercado de mobiliário. Uma das primeiras feiras do setor no calendário anual, a Paralela também revela produtos como luminárias, objetos de arte e adornos.

A entrada é gratuita e exclusiva para lojistas e profissionais do setor. Estudantes maiores de 16 anos poderão participar no último dia, a partir das 17h. Interessados devem se credenciar no site do evento ou na entrada do museu até às 18h30.

Paralela Móvel
Local: Museu Brasileiro da Escultura – MuBE
Endereço: avenida Europa, 218, Jardim Europa, São Paulo, SP
Data: até 5 de fevereiro
Horário: das 10h às 19h

Paralela Móvel (Foto: Divulgação)Mesa Acácia, exposta pela Brisa Casa

 

Paralela Móveis (Foto: Divulgação)Poltrona Camp, de Bruno Faucz para a Moora Mobília Brasileira. Feita em couro, lona e madeira

 

Paralela Móveis (Foto: Divulgação)Pendente Cabaça, em resina, da designer Bianca Barbato

 

 

Paralela Móveis (Foto: Divulgação)Poltrona Serras, criada com madeira, espuma, couro e linho pelo designer Carlos Eduardo Silva

 

Paralela Móveis (Foto: Divulgação)Cadeira Asha, exposta pela Luazzu, contrasta linhas modernas e o clássico encosto trançado

 

Paralela Móveis (Foto: Divulgação)Cavalo, escultura do argentino Roberto Romero

 

Paralela Móveis (Foto: Divulgação)Carrinho de chá Apoio, de Ricardo Rodrigues Design Studio

 

Paralela Móveis (Foto: Divulgação)A famosa Chair One, de Konstantin Grcic para a Magis, também poderá ser adquirida por compradores na feira

 

Paralela Móveis (Foto: Divulgação)A fabricante Madesol expõe a poltrona Barlavento

 

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Entrada, prato principal e sobremesa!

Rebeca Chamma (Foto: Divulgação)

“Alô, é a Rebeca?” “A própria!” Foi assim que a chef  Rebeca Chamma, de apenas 12 anos, atendeu a ligação para a entrevista. Mesmo tão jovem, ela tem em seu currículo dois livros sobre o tema: Na Cozinha da Rebeca. Aventuras Culinárias para Crianças Extraordinárias (2011) e Festa da Rebeca. Receitas Deliciosas para Muita Diversão (2013), ambos da Editora Alaúde/Paulo Bau.

Rebeca aprendeu a cozinhar com o pai, gestor de restaurantes. De família libanesa, o primeiro prato que preparou com ele foi um charuto de folha de uva. “É o que mais gosto de fazer, até hoje!” Seu ídolo? O chef inglês Jamie Oliver, que um dia pretende conhecer. “Ele também cozinhou quando era criança, adoro os livros dele.”

As receitas de Rebeca são fáceis – mais fáceis do que responder qual é o seu doce favorito. “Ah, que pergunta!” Confira abaixo as ideias criadas pela “chefinha” – a entrada e o prato principal foram elaborados com o incentivo da Salmón De Chile -, e convoque a criançada para a cozinha. Eles vão amar!

Rebeca Chamma (Foto: Divulgação)

Entrada: bruschettas de salmão com queijo gruyère e geleia de amoras
Rendimento: 8 unidades
Tempo de preparo: 20 minutos

Ingredientes

• 8 fatias de pão italiano
• 160 gr de salmão cortado em fatias finas
• 160 gr de queijo gruyère cortado em fatias finas
• 2 colheres de sopa de geleia de amora
• Sal e pimenta do reino a gosto
• 1 colher de shoyo

Modo de preparo

• Tempere as fatias de salmão com o shoyo e a pimenta do reino e deixe marinar por alguns minutos. Em uma assadeira coloque as fatias de pão italiano. Deite sobre cada uma delas as fatias de salmão marinado e em seguida, por cima, as fatias de queijo gruyère. Leve ao forno alto por 5 minutos. Retire e coloque em cima de cada bruschetta uma colherinha de café de geleia de amora. Sirva em seguida.

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Rebeca Chamma (Foto: Divulgação)

Prato principal: salmão assado no papelote com manteiga e mini legumes
Rendimento: 5 porções
Tempo de preparo: 50 minutos

Ingredientes

• 1 kg de salmão com pele, cortado em postas
• 300 gr de mini legumes (cenoura baby e mini milho)
• 300 gr de tomate-cereja
• 1 tablete de manteiga sem sal
• Suco de 2 limões
• Pimenta do reino
• Sal marinho a gosto
• Ramos de alecrim
• Papel alumínio

Modo de preparo

• Cortar as postas com 200 gr cada. Deixar as postas marinando no suco de limão e pimenta do reino por 15 minutos. Cortar o papel alumínio em folhas quadradas, suficientes para embrulhar cada posta separada. Em cada folha colocar uma posta de salmão juntamente com uma colher de sobremesa de manteiga, 4 tomates-cereja, 2 mini legumes de cada e um raminho de alecrim por cima. Salpicar o sal marinho e embrulhar a posta. Levar ao forno quente por 20 minutos. Em seguida, desembrulhar e montar o prato.

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Rebeca Chamma (Foto: Festa da Rebeca e Na Cozinha da Rebeca (Editora Alaúde/Paulo Bau))

Sobremesa: moranguinho no lençol
Rendimento: 10 porções
Tempo de preparo: 25 minutos

Ingredientes

• 1 garrafa (500 ml) de creme de leite fresco bem gelado
• 4 colheres (sopa) de açúcar
• 1 colher (café) de essência de baunilha
• 2 caixas de morango picados sem os cabinhos
• 1 pacote de suspiros pequenos esmigalhados

Modo de Preparo

• Coloque o creme de leite na tigela da batedeira. Com a ajuda de um adulto, bata em velocidade baixa por alguns minutos. Quando começar a engrossar, adicione o açúcar e a baunilha, sem parar de bater. Bata mais 5 minutos em velocidade baixa, até dobrar de tamanho e ficar bem fofo.

• Separe taças ou copinhos individuais e monte o doce em camadas: primeiro uma colherada de chantilly, depois os morangos e por cima os suspiros. Repita o procedimento. Finalize com mais um pouquinho de chantilly e sirva em seguida.

Dica da Rebeca: para dar um toque refrescante, antes de montar as taças de doce misture hortelã picada aos morangos.

Rebeca Chamma (Foto: Divulgação)

 

Rebeca Chamma (Foto: Divulgação)

 

 


 

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