Neutral Bay House by Downie North Architects

Neutral Bay House by Downie North Architects (5)

Neutral Bay House is a residential project completed by Downie North Architects in 2014. The home is located in Neutral Bay, Australia. Neutral Bay House by Downie North Architects: “An unaltered and blinkered 1920’s semi-detached house with no relationship to its site is reworked to accommodate the needs of a young family to enjoy sunlight, embrace its small garden and carefully curate and frame its outlook to achieve a space..

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Traga de volta os móveis do coração

Casa Grim (Foto: Flavio Battaiola / divulgação)A fachada da Casa Grim, no bairro de Pinheiros, em São Paulo

Quem vê a simpática vitrine da Casa Grim, no bairro paulistano de Pinheiros, pode imaginar, por alguns instantes, que se trata de mais uma loja  que vende os tão em voga móveis vintage em versão restaurada. Mas a proposta do projeto criado pela empresária Tânia Grimaldi vai além. Na verdade, a missão da loja é trazer de volta à vida peças que carregam uma boa dose de memórias.

"Fui executiva de multinacionais por 16 anos. Até que um dia passei a questionar se valia mesmo a pena investir energia e talento em empresas de consumo massivo", conta ela. "Quando resolvi seguir outros rumos, não quis que meu novo trabalho vendesse algo apenas por vender. Aí veio a ideia de buscar o afeto além do concreto e do objetivo. Foi assim que descobri o móvel como veículo de conexão emocional."

Casa Grim (Foto: Flavio Battaiola / divulgação)A poltrona Mad Men incorporou uma nova paleta de cores para se adaptar aos tempos atuais

Em seu ateliê recém-inaugurado, Tânia faz as vezes de curadora que recebe clientes interessados em dar a seus móveis antigos uma imagem mais charmosa e pessoal – além de auxiliar na busca por itens específicos de um estilo desejado. “Já existem coisas demais no mundo”, afirma ela. Quando chega uma nova peça, ela faz uma pesquisa sobre a história do móvel e uma entrevista com o cliente quanto à sua trajetória. Tendo em mãos o estilo, o ano de criação, os materiais e, claro, por onde ele já passou, a quem pertenceu e para onde vai, Tânia começa um processo criativo que, em nenhum momento, desrespeita suas características originais. "Houve uma vez em que trouxeram uma cristaleira tratada com diversas camadas de betume. Quando retiramos o revestimento que a avó da cliente tinha aplicado, descobrimos um trabalho magnífico de machetaria que dispensava qualquer outra intervenção. Fico até arrepiada em lembrar desse caso."

Para dar novo fôlego às peças, Tânia – que é formada em administração – conta com a ajuda de um time especializado de marceneiros, tapeceiros, costureiros, empalhadores e artistas plásticos escolhidos a dedo. "Como sou nova na área, meu estudo de design é algo constante e diário. Por isso sempre que surge um novo desafio, vou em busca de parceiros que me ajudam a fazer o melhor trabalho possível", conta ela.

Além de organizar e gerenciar todos os detalhes da execução do projeto, a loja conta com um acervo de tecidos comprados pelo mundo que adicionam cores contemporâneas aos móveis de época.

Apesar de oferecer um serviço diferente, a Casa Grim dispõe de algumas peças garimpadas por Tânia que servem como um showroom do que ela pode fazer. "Essas peças são uma amostra para ganhar a confiança do cliente. Mas nosso foco é mesmo valorizar as coisas do coração."

Quem quiser conhecer a loja pode aproveitar o Música na Calçada, evento que acontece no próximo sábado (31/1) e transforma a vitrine do espaço em palco para shows de música e uma mostra de arte.

Casa Grim (Foto: Flavio Battaiola / divulgação)O carrinho de chá ganhou revestimentos em tons vibrantes

 

Casa Grim (Foto: Flavio Battaiola / divulgação)"Respeitamos desenho e as características originais de cada móvel", conta Tânia. Na imagem, um armário que teve a textura natural da madeira preservada

 

Casa Grim (Foto: Flavio Battaiola / divulgação)O armário de pés curvos ganhou um tom de lilás contemporâneo para se transformar em um divertido bar

 

Casa Grim (Foto: Flavio Battaiola / divulgação)O carrinho de chá ganhou nova marcenaria e recebeu revestimento dourado nas partes metálicas

 

Casa Grim (Foto: Flavio Battaiola / divulgação)As banquetas Foguete incorporaram a leveza dos tecidos florais

 

Casa Grim (Foto: Flavio Battaiola / divulgação)A Casa Grim tem um acervo de tecidos garimpados pelo mundo capazes de dar vida nova aos móveis

 

Casa Grim (Foto: Flavio Battaiola / divulgação)Pontos de cor levam contemporaneidade a móveis como a estante cinquentista da foto

 

Casa Grim (Foto: Flavio Battaiola / divulgação)As banquetas no estilo Thonet tiveram o detalhe mais marcante  – a madeira curva – ressaltada pelo vibrante tom de amarelo

 

Casa Grim (Foto: Flavio Battaiola / divulgação)"Lidamos o tempo todo com o limiar entre o preservar e  o criar. Busco sempre fazer algo novo sem desrespeitar o design original", conta Tânia Grimaldi

 

 

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Décor do dia: jantar ao ar livre

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Décor do dia (Foto: reprodução)

Quando as temperaturas sobem, nada melhor que aproveitar o sol e a energia da estação e levar alguns momentos do dia a dia para o lado de fora. No ambiente retratado, criado pelo australiano Adam Robinson, a área externa se torna o palco de deliciosas refeições. Para começar, optou-se por uma mesa de madeira que funciona muito bem ao redor de tanta natureza, além de resistir bem às intempéries meteorológicas. Em contraste, foram escolhidas cadeiras leves e metálicas na cor branca e almofadas com estampa vermelha – cor que faz uma bela homenagem ao verão. E como em algumas horas da tarde o sol passa de aliado para inimigo, nada melhor que se preparar para combatê-lo. Enquanto a sala de jantar outdoor fica debaixo de uma frondosa árvore, um guarda-sol listrado – referência navy – está pronto para gerar um recanto cheio de frescor.

Quer ver mais ambientes inspiradores como este? Acesse o board de decoração no Pinterest da Casa Vogue e faça uma coleção dos seus espaços favoritos!

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Décor do dia (Foto: Casa Vogue)

 

 

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Em Detroit, cedro traz vida a lar campestre

Reformando para a vida sem os filhos (Foto: Justin Maconochie / divulgação)

A síndrome do ninho vazio pode ser um período difícil para os pais, mas também uma oportunidade de transformação. Um bom exemplo desse refresh aconteceu em Birmingham, na região de Detroit, Michigan, onde um pai solteiro resolveu reinventar seu modo de viver após os filhos levantarem voo do lar. Para a tarefa, foi contratado o estúdio Mcintosh Poris, que recebeu ajuda da designer Gayle Shaw Camden

Com cerca de 200 m², a casa original dos anos 1960 era confortável, mas possuía um visual ultrapassado e diversos espaços fechados. O arquiteto Michael Poris decidiu mexer no fluxo interno e adicionar novas áreas. Aproveitou o que costumava ser o telhado da garagem para criar uma varanda, que além de expandir a parte íntima da casa, localizada no segundo andar, deu ao espaço uma leitura mais moderna. Encapsulando a varanda, venezianas do piso ao teto permitem flexibilidade de uso do espaço, e garantem privacidade e proteção quando o clima é desfavorável.

A nova área permitiu expandir ainda a suíte principal, transformando-a em um espaçoso ambiente, que ganhou um banheiro mais amplo e um living íntimo. No teto, usou-se madeira reciclada, que o dono da casa – profissional do setor criativo -, deixou exposta ao ar livre para que as intempéries se encarregassem do tom de pátina desejado. Uma cama customizada, com encosto bem alto e estrutura similar às janelas, além de uma mesa feita de peças industriais vintage, completam a originalidade do cômodo. Outra mudança é a presença da natureza no espaço, que só foi alcançada graças às novas aberturas.

Reformando para a vida sem os filhos (Foto: Justin Maconochie / divulgação)

A escolha dos materiais foi um fator muito importante nesse processo de atualização da casa. Sempre que possível, usou-se cedro para revestir as paredes externas. Por dentro, o componente se faz presente desde as colunas até o forro do teto e mobiliário, o que dá um toque bastante acolhedor. No living removeu-se todas as paredes possíveis, mantendo-se apenas as colunas imprescindíveis, o que deu à antiga casa aquela desejada amplitude dos lofts nova-iorquinos. O mobiliário é bem editado, composto apenas por peças necessárias, e evita excessos. Tudo para criar algo próximo a um ambiente relax, conectado à natureza e às vistas do jardim.

LEIA TAMBÉM: O poder modificador da decoração

A casa flui com uma informalidade elegante. Michael aplicou eximiamente aos espaços a sensibilidade de equilíbrio entre o cheio e o vazio, filosofia que trouxe dos tempos em que morou no Japão, criando um clima zen por toda a casa. Enfim, um lar praticamente novo foi criado para servir de inspiração e ponto de partida para o próximo capítulo na vida de seu proprietário.

Reformando para a vida sem os filhos (Foto: Justin Maconochie / divulgação)

 

Reformando para a vida sem os filhos (Foto: Justin Maconochie / divulgação)

 

Reformando para a vida sem os filhos (Foto: Justin Maconochie / divulgação)

 

Reformando para a vida sem os filhos (Foto: Justin Maconochie / divulgação)

 

Reformando para a vida sem os filhos (Foto: Justin Maconochie / divulgação)

 

Reformando para a vida sem os filhos (Foto: Justin Maconochie / divulgação)

 

Reformando para a vida sem os filhos (Foto: Justin Maconochie / divulgação)

 

Reformando para a vida sem os filhos (Foto: Justin Maconochie / divulgação)

 

Reformando para a vida sem os filhos (Foto: Justin Maconochie / divulgação)

 

Reformando para a vida sem os filhos (Foto: Justin Maconochie / divulgação)

 

 

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Hospedagem na terra do sol nascente

Editora Globo (Foto: Editora Globo)

Tóquio é conhecida pela sua densa malha urbana, com casas apertadas e hospedagens-cápsula. Em uma cidade onde cada metro quadrado é tão valioso, ter luxo é sinônimo de desfrutar muito espaço. É essa a promessa do recém-inaugurado hotel da rede Aman na cidade, cujas suítes possuem de 71 m² a 157 m².

O Aman Tokyo ocupa os andares 33 a 38 da nova Otemachi Tower, no distrito financeiro de mesmo nome. A arquitetura, do escritório Kerry Hill Architects, investe em amplas janelas de vidro do piso ao teto. Elas inundam os ambientes de luz e permitem enxergar de cima o desenrolar caótico da cidade.

Já o interior é pura tranquilidade. A começar pelo lobby, com pé-direito que corta seis andares do centro do prédio. Parte das paredes é coberta por painéis de papéis washi, esticados pela tradicional moldura shoji. O arranjo, inspirado em uma lanterna japonesa, reflete a luz solar durante o dia e cria cenas luminosas durante a noite.

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Editora Globo (Foto: Editora Globo)

Embaixo fica o jardim de inverno, onde um enorme vaso com arranjo de ikebana se sobrepõe a um espelho d'água. A sensação de proximidade à natureza é complementada pelo jardim de pedras, com dois rochedos trazidos do norte do Japão.

Dentro das suítes, o clima zen continua, com ambientes integrados e poucos adornos, o que atrai a atenção para os revestimentos naturais, como a madeira. Cada um dos 84 quartos tem um amplo ofurô, a tradicional banheira de imersão.

A capital japonesa tem mais estrelas no Guia Michelin do que qualquer outra cidade. Natural, portanto, que o hotel tenha três espaços para comer. Localizado no térreo do prédio, o The Café oferece almoço e jantar com vista para um bosque. No 33º andar, os hóspedes desfrutam de lanches e drinques no The Lounge, onde olham através de janelas que emolduram o Monte Fuji. E apreciadores de culinária japonesa e asiática podem jantar no The Restaurant, no qual uma seleção desses pratos ganha um toque mediterrâneo.

Editora Globo (Foto: Editora Globo)


 

Editora Globo (Foto: Editora Globo)


 

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Por debaixo do tapete

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Antonio Santin em seu ateliê no Brooklyn

Ele nasceu em Madrid (Espanha), estudou em Atenas (Grécia), viveu em Berlim (Alemanha), e agora trabalha em Bushwick, no Brooklyn (Nova York). Famoso por fazer gigantescas pinturas hiper-realistas de tapetes, Antonio Santin é um nômade nato. Seus interesses e influências, no entanto, revelam um artista (ainda) bastante enraizado.

Apesar do sucesso das telas com trompe-l'oeil de virtuosidade indiscutível, Antonio iniciou a carreira fazendo esculturas (aos curiosos, ele tem um monumento no centro de Madrid). “Acabei usando algumas técnicas da escultura nas minhas pinturas e um dia quero fazer o trabalho inverso: voltar a esculpir com o que aprendi pintando em mente. Mas, infelizmente, ainda não tive tempo para isso”, explica o artista em uma conversa por Skype

A partir de 2006, ele passou a procurar, então, modelos e tentava fazer uma espécie de natureza morta selecionadas em seus ambientes. Reparava muito nos vestidos destas mulheres, que pareciam envelopar algo que deveria ficar contido. O fetiche pelas roupas acabou se tornando tão predominante na composição, que o espanhol começou a expandi-las para os limites da tela. Adicionou uma pitada de humor negro e…Bingo: nascia a série tapete

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Fall (2010) – O artista começou a carreira de pintor fazendo uma espécie de natureza-morta de modelos em seus apartamentos

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Wonderwall (2014)

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Detalhe da tela Claire (2014)

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Editora Globo)Grawesome (2014) – Obra apresentada na Art Stage Singapore em janeiro de 2015


Ao olhar para seus trabalhos mais antigos – retratos de mulheres em posições um tanto passivas – e para as formas dos tapetes atuais, que lembram corpos humanos, conclui-se, em um primeiro olhar, que trata-se de cenas criminosas combinando sedução e perigo… Mas Antonio propõe camadas de significados muito mais profundas.

“Não interessa se os volumes são homens ou mulheres, se estão vivos ou mortos. São naturezas-mortas que falam de nossos segredos mais obscuros e mais profundos pesares", esclarece. O resto? Fica a cargo da imaginação do espectador. Influenciado pelo cinema noir, com uma dose de estética barroca, Antonio não quer me revelar muitos detalhes sobre o que estaria sob os tapetes…”Prefiro deixar no ar”, exclama.

Afinal, a grande questão aqui – vale lembrar – não é o tapete em si, como objeto, mas o que está entre o espectador e o que está atrás dele. O resultado? A dicotomia entre a beleza luminosa e o poder de atração dos desenhos perfeitos versus tudo aquilo de mais obscuro que queremos esconder debaixo do tapete.

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Essa vontade de ser enigmático, aliás, nasceu da admiração pelo cinema noir: “Trevas e luz. A superfície da tela contém a essência do volume, cuja fisicalidade permeia apenas no território da imaginação. Portanto, mesmo se tratando de um rosto, um vestido ou um tapete, é tudo sobre agarrar o que está oculto ou dissimulado.”

Ser dissimulado, aliás, é – para ele que viveu tanto tempo entre alemães e americanos – uma habilidade dos latinos. “As pessoas são muito diretas na Alemanha e nos Estados Unidos. Já na Espanha ou México existem sempre mensagens por trás de tudo…mil camadas e significados diferentes.”

Fã de artistas como Chema Madoz, Fred Tomaselli e Santiago Sierra, Antonio não deixa de lado os ensinamentos e revoluções dos grandes mestres da pintura espanhola na Idade de Ouro e usa a técnica do chiaroscuro para criar a sensação tridimensional. “É uma condição estética e moral com raízes profundas na cultura espanhola. A manipulação da luz conduz e, conscientemente, mergulha o espectador em um contexto teatral, na qual tudo é irreal. Apenas a pintura propriamente dita é real; o resto, uma ilusão.” As infinitas camadas de acrílico e óleo sobre tela também o ajudam nas texturas ricas e táteis.

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)San Martin (2013)

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Tantrum (2014)

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Marea Roja (2013)


Ou seja, a textura colorida e hiper-realista atrai o olhar e, em seguida, desencadeia ou sedia – eventualmente – a psicologia única de quem vê. Confira, abaixo, hightlights do nosso papo.

O que você mais gosta sobre seu ateliê em Nova York?
É um loft com grandes janelas, tem pé-direito alto, luz natural e é relativamente calmo. Fica em um prédio industrial em Bushwick, um dos bairros do Brooklyn que está na moda e onde a maioria dos artistas se concentra. Os outros três edifícios que me cercam são um refúgio para sem-teto, uma fábrica de pão abandonada – locação para raves frequentes – e um armazém enorme de venda de produtos chineses por atacado.

Metade dos edifícios da área, aliás, pertence à comunidade chinesa, e a outra parte é dominada pela comunidade judaica chassídica, mas a população original é essencialmente latina. No entanto, o aumento de interesses sociais e imobiliários, acelerou o processo de “gentrificação” do bairro – o que começou a empurrar hipsterland até os confins da Ridgewood.

O que você escuta quando está pintando?
O que mais escuto enquanto eu trabalho é poesia. Há uma quantidade quase infinita de podcasts de Chacho Marzetti online. A combinação entre técnicas que eu uso – com as quais é fácil entrar em um fluxo de meditação – e sua voz é maravilhosa, as horas voam.

Você disse que hoje é difícil prender a atenção dos espectadores, acostumados a outros ritmos que nada têm a ver com o tempo da pintura – o da televisão, por exemplo.  Como um pintor pode lidar com a nova ideia de tempo no mundo de hoje?
Como disse Oscar Wilde "Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe". A atenção tornou-se um recurso cobiçado e escasso, pois a saturação de informações nos deixa indiferente ou ansioso – dois estados inadequados para a contemplação silenciosa.
Não basta, para o pintor, capturar um curto período de atenção de alguém porque a pintura sempre foi uma linguagem lenta que realmente só é entendida com o corpo. No entanto, algumas pessoas olham para uma pintura do mesmo modo que assistem TV, e por isso exigem mudanças radicais a cada “temporada”. Querem um enredo e esperam sempre mais…em um ritmo cada vez mais frenético.

Mas a realidade é que o tempo não existe na pintura e o pintor sempre esteve nu diante de sua própria desinformação. Por isso, é importante preservar certo isolamento, para ouvir a nossa própria voz claramente.

Você afirma que a obra não é apenas um objeto, mas um “gesto de fuga da neutralidade”. Poderia explicar esta afirmação?
Quando penso em arte primitiva me parece inconcebível o sentido da decoração. Acho que pintavam reflexões, um espelho que lhes garantia a transcendência e projeção para o futuro e sua leveza no mundo.

Este impulso permanece latente em cada ato criativo, o artista inevitavelmente mumifica suas circunstâncias de vida e, assim, se rebela contra a aparente aleatoriedade de sua existência e a ideia trágica de deixar apenas passos para o mundo. Toda a arte, no entanto, é essencialmente inanimada e é quem a aprecia (ou participa) que lhe dá fôlego. Assim, as testemunhas são tão importantes quanto o criador.

Você mencionou o filme noir. Há, de fato, o mesmo mistério nas suas pinturas. O que mais lhe atrai nesse tipo de cinema? Pode citar algum que você gosta?
Acho que a minha geração herdou e tem internalizado muitos dos clichês do cinema preto, banalizando-os com ajuda da cultura pop para digerir tudo como uma paródia cínica, nos privando de toda possível densidade psicológica ou ligação com a realidade.

Esse romantismo dark, como celebração de uma sexualidade oculta ou ocultada, é a fronteira que me interessa e tenho explorado em minhas composições. Minha relação com o noir é, de qualquer forma, tangencial e mais subconsciente que intencional.

As fronteiras do gênero são um tanto difusas, o primeiro filme que vem à mente é o Taxi Driver, um neo-noir que agora fiquei com vontade de rever.

Você foi um sucesso na última Basel de Hong Kong e acabou de se destacar na Art Stage Singapore. Por que, em sua opinião, suas peças tocam tanto os colecionadores asiáticos?
Há muitos aspectos da sensibilidade e espiritualidade oriental presente na minha vida diária. Também admiro e estudo os milhares de anos de visão artística deles. E isso, claro, enriquece meu trabalho. É uma influência desejada e cultivada que pode ressurgir nos aspectos mais delicados do meu trabalho. Quem sabe. Este vínculo transcultural pode vir à tona nesses detalhes, filtrados pelas minhas referências mediterrâneas.

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Antonio em seu ateliê em um prédio industrial, cujas janelas generosas facilitam a entrada de luz natural. Espaço perfeito para um pintor

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Antonio prefere pintar com a luz matinal em seu ateliê em Bushwick, um dos bairros do Brooklyn

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Volver (2013)

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Ele mistura tinta acrílica e óleo para conseguir produzir texturas ricas e hiper-realista

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Yeh (2013): o interesse pelas estampas e texturas dos vestidos (e o que estava contido neles) evoluiu para a série de tapetes

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)O ateliê do pintor é rodeado por armazéns e fábricas abandonadas

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Um pouco dos materiais usados por Antonio em seu processo criativo

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Apesar de usar as regras do chiaroscuro, ele desenvolveu uma técnica própria para que seus tapetes ficassem extremamente sedutores

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Detalhe de uma das obras apresentadas em Singapura

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Obra sendo finalizada para a feira de Singapura. O artista espanhol tem um número significativo de colecionadores orientais

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Schönleinstrasse (2010): as modelos de Antonio posavam em atitude passiva em suas próprias casas

 

Gemada: Por debaixo do tapete (Foto: Fran Parente / divulgação)Depois de morar em Madrid, Atenas e Berlim, Antonio estabeleceu-se em Nova York, onde mora a maioria de seus colecionadores

 

 

 

 

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Tiramisù para adoçar os dias de verão

Vamos Receber: Tiramisù (Foto: Karen Hofstetter / divulgação)

Para nós do Vamos Receber sobremesa é coisa muito séria. Costumamos até dizer que não é uma questão de fome, é uma questão de felicidade mesmo.

Nosso post de hoje é sobre uma sobremesa pela qual temos verdadeira loucura: o italianíssimo Tiramisù. A receita – divina! – é do nosso querido chef de cozinha Weslley Moralles. Facílimo de fazer e com uma apresentação incrível, não há quem resista. Nossa sugestão é prepará-lo em taças de Martini, mas ele também fica belíssimo quando preparado com um aro, em taças de sobremesa ou em travessas.

Vamos à receita?

Os ingredientes estão abaixo e a quantidade sugerida serve 10 pessoas.

Vamos Receber: Tiramisù (Foto: Karen Hofstetter / divulgação)

Modo de preparo

1. Com uma batedeira, bata o queijo mascarpone com açúcar e acrescente os ovos um a um, até que fique uma massa homogênea.
2. Misture o café e o conhaque. Mergulhe rapidamente o biscoito champagne nesta mistura, coloque-o no fundo da taça.
3. Cubra com um pouco do creme batido. Com o auxílio de uma peneira, polvilhe o chocolate em pó. Repita o processo.
4. Por fim, cubra com o creme, decore com o chocolate ralado e polvilhe novamente com o chocolate em pó.
5. Leve para a geladeira por aproximadamente 2 horas.

Dica: Antes de ralar o chocolate, coloque-o no microondas por 20 segundos.

Impossível não ser feliz assim, não é verdade?

Um beijo!

Thais Senna e sua sogra, Maria Emilia Senna, são apaixonadas por vestir a mesa, especialmente para receber amigos e familiares queridos. A dupla comanda o blog Vamos Receber, que traz sempre uma novidade sobre o tema.

 

 

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Bungalow Epe 3.0 by Borren Staalenhoef Architecten

Bungalow Epe 3.0 by Borren Staalenhoef Architecten (2)

Bungalow Epe 3.0 is a private residence designed by the Amsterdam-based Borren Staalenhoef Architecten. It is located in Epe, The Netherlands. Bungalow Epe 3.0 by Borren Staalenhoef Architecten: “After twenty years, Borren Staalenhoef Architects was commissioned to finish a dwelling originally designed by J.A.F. Staalenhoef in 1978. “This plan forms an interesting dialogue with the existing structure. The new steel construction is inside the climatized interior, allowing the occupants and..

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Villa Π / Oliver Grigić

Architects:
Location: , Croatia
Area: 1393.0 sqm
Photographs: Marin Topić

Landscape Design: Monika Kamenečki, Mag.Ing.Prosp.Arch., Dionaea, Zagreb, Nataša Tiška Vrsalović, Mag.Ing.Hort., Dionaea, Zagreb
Structural Project: Sirrah Projekt, Osijek
Project Of The Mechanical Installations: .E.S.T.Projekt, Zagreb
Project Of The Electrical Installations: Inel, Đakovo
Main Contractor: Nucleus, Osijek
Chief Site Engineer: Franjo Božić, Civil Engineer

From the architect. Villa π is situated  on a plot of approx. 4 ha, located on the southern edge of the village Čepin near Osijek. Within the plot, it is positioned at the turn of the natural woods and the new landscape design. On the south side of the villa is a newly formed lake whose water quality is maintained by biological purifiers. There are two gates at the parcel, one for the owner, close daily visitors, delivery and service staff and the other one for external users of the pool and other multi-day guests.

The villa has been concieved according to the wishes and needs of the owner. His lifestyle is one of socializing and entertaining the numerous members of the immediate and extended family, business partners, associates and friends on a daily basis. For this reason, the villa has got three entrances and three levels of accessibility. The third level comprises of the southern entrance to the pool area and the guest’s wing on the first floor, which are accessible to the widest circle of the owner’s friends, business partners, associates and guests. The second level, with the western entrance, includes, beside the above mentioned, recreational and service areas. The first level of accessibility adds garage and, through northern entrance, exclusively private premises of the owner and his immediate family, consisting of wife and three children.

On the ground floor, the villa is “L” shaped, with two wings. There are three separate storey volumes on top of main ground volume, two of which are perpendicular to it, and the third is situated at the intersection of wings (with a bit of translation). Storey volumes emphasize and cover entrances and, functionally, gather similar content. Basement, which extends under the fragment of the ground floor, contains the engine room and technology of the pool. The southwestern wing of the ground floor contains service facilities, pool area, locker rooms and entrance for guests and external visitors. The southeastern wing contains the owners’ living quarters that may be, optionally, separated or integrated through large sliding doors. The southern storey volume is a guest unit with two bedrooms and a suite. The northern storey volume is recreational, with fitness, sauna and relaxation area and the eastern storey volume is the family’s sleeping tract.

The villa is integrated with a park landscape through large glass curtains that allow spatial orientation and transparency, inviting the users to constant interaction with the nature. The landscape design provides a constant variety of visual attractiveness and sensational volatility through the seasons. Materials used in the external and interior design are traditional, natural, of predominantly warm brown tones, with minimal final treatment, ensuring a feeling of warmth and connection with the nature for the owner and all other users.

In contrast to that, a “smart home” system represents highly sophisticated technology, providing maximum comfort with minimum energy consumption.  Geothermal energy from twelve wells is used for heating and cooling, including the heating of the pool water and sanitary water. All premises are being heated and cooled through the concrete structures of the ceilings and the floors, that radiate through it’s entire surface. The “Smart home” infrastructure takes care about security, maintenance, user comfort, consumption, keeping record and sustainability of the entire system, the interior space and the environment itself.

Villa Π / Oliver Grigić © Marin Topić
Villa Π / Oliver Grigić © Marin Topić
Villa Π / Oliver Grigić © Marin Topić
Villa Π / Oliver Grigić © Marin Topić
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Villa Π / Oliver Grigić © Marin Topić
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Villa Π / Oliver Grigić © Marin Topić
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Villa Π / Oliver Grigić © Marin Topić
Villa Π / Oliver Grigić © Marin Topić
Villa Π / Oliver Grigić © Marin Topić
Villa Π / Oliver Grigić © Marin Topić
Villa Π / Oliver Grigić First Floor Plan
Villa Π / Oliver Grigić Roof Floor Plan
Villa Π / Oliver Grigić Ground Floor Plan
Villa Π / Oliver Grigić Basament Floor Plan
Villa Π / Oliver Grigić Site Plan
Villa Π / Oliver Grigić Section
Villa Π / Oliver Grigić Section
Villa Π / Oliver Grigić Section
Villa Π / Oliver Grigić Section
Villa Π / Oliver Grigić Elevation
Villa Π / Oliver Grigić Elevation
Villa Π / Oliver Grigić Elevation
Villa Π / Oliver Grigić Elevation

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Pulp Press at Kistefos / A2 Architects

Architects: A2 Architects
Location: Jevnaker,
Architect In Charge: Peter Carroll, Caomhan Murphy, Joan McElligott, David McInerney
Technical Design: Jakob Ilera, INSEQ
Area: 100.0 sqm
Year: 2013
Photographs: Jiru Havran

From the architect. ‘Pulp Press (Kistefos) 2013’ is a permanent site-specific artist-architect commission for Kistefos Museum – one of Scandinavia’s largest parks of contemporary sculpture. The museum occupies the grounds of a 19th century paper mill in Jevnaker, an hour north of Oslo, Norway.

The cast concrete pavilion is an open-ended volume, 13m in length, 6.5m in width and 5m in height with one open façade facing the former paper mill and another facing the river. It sits at an angle to form a taut cluster with an existing boathouse and a cast concrete pier. The pavilion shares its polished concrete floor level with the pier that likewise takes its cue from the fifty-year flood level. Its concrete form is embedded like an erratic onto a sloping river meadow.

One arrives at the pavilion to be presented with a shuttered, camera-like front consisting of a trio of pivoting pre-stressed plywood doors. The doors are recessed into the pavilion in order to create an ante space before entering the darkened interior. Within, the concrete walls of the pavilion are darkened with a black pigment to enable a large projected moving image of the original press that has brought the industrial machine of the old paper mill back to life, albeit as a digital simulacrum built with software that is more typically used by the military and gaming programmers. The projector is recessed into a pocket in the roof thickness thereby allowing for the projected work to be received onto a freestanding cast concrete wall within the pavilion.

The projected work within is a hyper-realistic portrait of the machine (decommissioned in 1950) and painstakingly remade as a virtual form. Importantly, it has even been renovated within the virtual to function once more. Pipes have been replaced, valves sourced, missing components researched by the production team for over a year and all recreated in simulacra. The projected work’s physical presence is also inherent in the daily increasing ‘stock’ of digital sheets of paper pulp it produces – digital files that are inspired by historic images. They accumulate in metal hard-disk units on a nest of precast concrete and brass shelves inside the pavilion, emulating the piles of wood pulp bales that the mill once produced. As each hard disk is filled, another is required, and so the project expands forever more.

Walking around either side of the freestanding projection wall an external balcony is made that frames a new view onto the River Rand. A frameless glass balustrade is detailed so as not to hinder this. A cast polished concrete bench allows the public to rest and relax while re-adjusting to the real world having experienced the projected virtual world of the pavilion.

While we may live in a ‘paperless’ world, the work is keen to remind us that even digital data is stored in a physical world. The pavilion sits along the edge of the River Rands that powers the projected work within the pavilion by hydro-electrics – the very same river that gave rise to the original paper mill in 1889.

Pulp Press at Kistefos / A2 Architects © Jiru Havran
Pulp Press at Kistefos / A2 Architects © Jiru Havran
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Pulp Press at Kistefos / A2 Architects Floor Plan
Pulp Press at Kistefos / A2 Architects Site Plan
Pulp Press at Kistefos / A2 Architects Section
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